Colunistas GPN| O Voto como Sentença de Paz: O Despertar da Consciência Brasileira, por Marco Aurélio Zaparolli

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Por uma política que perfume a nação com esperança, e não com o odor metálico do discurso sanguinário; o Brasil clama por humanidade nas urnas.

O exercício do voto é, talvez, o ato mais sagrado de uma democracia, mas para o brasileiro, ele tem sido um grito de socorro. Estamos exaustos. Exaustos de governos que enxergam a guerra como solução, que utilizam o ódio como combustível eleitoral e que ostentam um “perfume com gosto de sangue” ao se lambuzarem em discursos sanguinários para auferir poder. Chegou o momento de a nação brasileira refletir: que país queremos deixar para os filhos, netos e bisnetos que ainda nem nasceram?

A Falência da Truculência

A era da truculência, do abuso de autoridade e da petulância política precisa ser varrida das urnas. Não há mais espaço para o governante que pensa em si antes do povo, ou para o candidato psicopata que, em sua insanidade, alimenta o desejo por armas de fogo enquanto a população clama por livros e pão. O negacionismo — seja ele climático ou da saúde — não é apenas uma opinião; é um crime contra as futuras gerações. Negar o clima é roubar o futuro; negar a saúde é abreviar o presente.

Justiça para Quem?

Um dos pontos mais sensíveis da nossa dor social é a desigualdade na aplicação da lei. Enquanto grandes fortunas permanecem blindadas em engenhosas arquiteturas financeiras, o “Bacen Jud” (sistema de bloqueio judicial) cai como uma guilhotina sobre os pobres e sobre os pequenos e médios empresários desafortunados. É a justiça que enxerga o CNPJ do pequeno, mas ignora a evasão do gigante. Precisamos de equidade na justiça: que o rigor não seja reservado apenas aos que nada têm.

O Contraste da Desesperança

A realidade brasileira é um abismo: os ricos acumulam riqueza para cem gerações, enquanto o filho do pobre muitas vezes morre ao nascer. E os que sobrevivem? Chegam ao fim da vida desalentados, com a alma envelhecida pela exploração das elites pedantes. A política deve servir para equilibrar essa balança. Priorizar a educação, a saúde e a cultura não é “gasto”, é investimento na felicidade da nação.

Limpeza nas Urnas

É hora de uma limpeza ética. O voto deve ser o filtro que retém os homofóbicos, os racistas e os que promovem a perseguição. Devemos buscar candidatos que contemplem a amizade, a solidariedade e a fraternidade. Políticos que, em vez de cercas e armas, construam pontes e hospitais. Que o governante do futuro seja aquele que se emociona com a justiça social e que entende que a paz universal começa no diálogo entre os povos e na bondade entre os vizinhos.

O Brasil não precisa de salvadores da pátria truculentos, mas de servidores da nação humanos. Que nas próximas eleições, a nossa digital na urna seja a assinatura de um contrato com a paz, com a ciência e com o bem-estar dos mais necessitados. Basta de sofrer nas mãos de políticos podres. Que venha a era da bondade e do respeito real.

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